segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Razão, Discórdia, Verdade

A Razão e a Discórdia
disputavam a primazia
de conviverem
entre os seres humanos,
com a intenção
de verificar qual das duas
dominaria seus sentimentos.

Para solucionar a divergência,
ficou determinado
que viriam a habitar 
entre os homens. 
Talvez achassem uma solução
que aclarasse 
a contenda.

A Razão chegou.
Foi logo semeando,
entre os homens,
a fraternidade,
a paciência,
o respeito,
a humildade,
a obediência,
a perseverança,
o amor,
o bom senso
e aguardou!

Depois veio a Discórdia!
Chegou aos gritos,
aos gestos desordenados, 
agitada!

Não sabia por onde começar, 
porque era mal recebida
por onde passava.

Investigou por muitos países, 
analisou as atitudes dos homens
e achou que poderia
deixar semeada
na mente de cada um
uma semente de agressividade,
de insensatez,
de desrespeito,
de impaciência
e de imcompreensão.

Depois disso,
os homens começaram 
a agredir-se,
começaram a odiar-se.

A Razão, muito magoada,
compreendeu que não 
havia solução
para pacificar os homens.

Compreendeu, também, 
que em qualquer litígio,
por menor que seja,
cada qual se julga 
o dono da 
Verdade.

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