A Razão e a Discórdia
disputavam a primazia
de conviverem
entre os seres humanos,
com a intenção
de verificar qual das duas
dominaria seus sentimentos.
Para solucionar a divergência,
ficou determinado
que viriam a habitar
entre os homens.
Talvez achassem uma solução
que aclarasse
a contenda.
A Razão chegou.
Foi logo semeando,
entre os homens,
a fraternidade,
a paciência,
o respeito,
a humildade,
a obediência,
a perseverança,
o amor,
o bom senso
e aguardou!
Depois veio a Discórdia!
Chegou aos gritos,
aos gestos desordenados,
agitada!
Não sabia por onde começar,
porque era mal recebida
por onde passava.
Investigou por muitos países,
analisou as atitudes dos homens
e achou que poderia
deixar semeada
na mente de cada um
uma semente de agressividade,
de insensatez,
de desrespeito,
de impaciência
e de imcompreensão.
Depois disso,
os homens começaram
a agredir-se,
começaram a odiar-se.
A Razão, muito magoada,
compreendeu que não
havia solução
para pacificar os homens.
Compreendeu, também,
que em qualquer litígio,
por menor que seja,
cada qual se julga
o dono da
Verdade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário