Durante as férias,
o professor de ornitologia
viaja para o sul
com sua família.
Dirige-se à praia,
na lagoa dos Peixes,
onde pousam
os flamingos
após uma viagem
muito longa.
Seus alunos já sabem
que o nome “flamingo”,
pela cor avermelhada,
vem do latim “flamma”,
“fogo”, “cor de fogo”.
Sempre é um espetáculo!
Os flamingos trazem
nas asas
a leveza,
a magia
das nuvens!
Em revoada,
com aquele voo “decidido”,
majestoso,
rasgam o firmamento
como uma tocha de fogo.
Na chegada,
suas asas acenam
como flâmulas
no auge de uma
vitória!
Pela manhã,
o professor já está
na praia,
olho no horizonte,
à espera daquela “nuvem”,
para acenar
aos flamingos
com uma flâmula,
feitas das penas
das aves.
Para ele
é o instante supremo;
para ele não pode haver
nada mais fascinante
do que a altivez dos flamingos
a refletir-se no
espelho verde
das águas.
Para ele,
o vôo dos flamingos
assemelha-se aos embates
humanos
na breve trajetória
da vida.
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