Durante a reunião,
os estudantes citaram Demóstenes,
o grande orador ateniense.
Relembraram que seu nome vem de
“dêmos”, povo e “sthénos”, força,
“força do povo”.
Afirmaram que fez jus à etimologia
de seu nome, porque
empregou toda “força”
de sua eloqüência,
contra Filipe,
rei da Macedônia, que pretendia
reduzir a Grécia à servidão.
Comentaram que ele
pronunciou várias orações
conhecidas como “Filípicas”,
mas o seu grande mérito
foi “reanimar o espírito público;
restaurar o vigor político;
restabelecer a hegemonia de Atenas
e fazer, com suas palavras,
que Atenas tivesse uma vida
mais nobre”.
II
Esse grande orador
precisou superar a gaguez,
que, no princípio motivava
as vaias do auditório.
Era necessário vencer
esse defeito!
Começou a empregar
muita “força” de vontade
para vencer sua falha.
Declamava longos discursos
com a boca cheia de “seixos”.
Discursava à beira da praia,
esforçando-se para dominar
o fragor das ondas,
com a intenção de vencer,
mais tarde, os clamores da multidão.
Costumava também encostar
o peito à ponta de uma espada,
para corrigir certos movimentos
desordenados de seu corpo.
Fechava-se em sua casa
meses inteiros estudando
e trabalhando.
III
Pairou entre os estudantes
uma pergunta:
-“Que mensagem nos deixou ele?”
Deixou-nos a mensagem
de luta,
de força de vontade,
de perseverança,
de superação.
Deixou-nos um exemplo
de crença em um ideal.
“Demos” e “sthénos”,
“força do povo”.
“Demóstenes”...